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Agronegócios
09/03/2010 11h41
Produtores de algodão de MT fazem negócios no Sudão e Ásia
O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Gilson Ferrúcio Pinesso, classificou como extremamente importante a visita realizada ao Sudão pela delegação de cotonicultores do Estado. A missão comercial da Ampa, liderada por Gilson Pinesso e formada por diretores e filiados da entidade, esteve naquele continente para conhecer a potencialidade do país, considerado a maior Nação da África.
Os produtores ficaram impressionados com a logística desenvolvida pelo Sudão, que faz frente à Arábia Saudita e aos principais países da Ásia.
“Além de ser um grande produtor de petróleo, também nos surpreendeu a grande extensão agrícola. O Sudão dispõe de terras de excelente qualidade e bem servidas de água, afinal o rio Nilo corta em toda sua extensão essa enorme Nação”, frisou Gilson Pinesso.
O presidente da Ampa contou que o subsolo sudanês encontra-se em um grande lençol freático, que é utilizado para irrigação (apenas 40 metros de profundidade) e as terras são planas e de cor cinzenta. “Apesar da fertilidade, infelizmente, grande parte tem que ser irrigada também pela água do Nilo, uma vez que as chuvas, concentradas entre os meses de junho a setembro, são de apenas 700 mm ano”.
O Sudão, que é um grande produtor de alfafa, destinado ao gado leiteiro na Arábia Saudita, também produz algodão e a capacidade chega a atingir 80.000 toneladas ano. “O país tem grande potencial agrícola, mas os investimentos em irrigação são primordiais para que se possa cultivar com segurança duas safras por ano”, avaliou o presidente da Ampa. Por conta disso, a associação e o Ministério da Agricultura daquele país estão analisando a instalação de um campo experimental avançado do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) para o cultivo e produção de algodão, soja e feijão.
Até que o campo experimental seja implantado no Sudão, a Ampa vai enviar, nos próximos dias, dois engenheiros agrônomos e um técnico agrícola para cultivar, ao sul de Cartum, Capital do país, uma área experimental de 600 hectares de soja e algodão.
“Vamos implementar no Sudão técnicas de cultivo utilizadas aí (Mato Grosso) para verificarmos os resultados, que, infelizmente, ainda têm uma produtividade muito aquém da nossa”, destacou Gilson Pinesso.
Capital de negócios
Cartum, que foi fundada pelos egípcios em 1821, tem cerca de 2.207.500 habitantes e é a segunda maior cidade do Sudão, atrás somente de Omdurman. A Capital é um centro administrativo, econômico e comercial, e dentre as indústrias que se destacam estão as de tecidos, alimentação e manufaturas de vidros.
A cidade abriga um porto fluvial na confluência do rio Nilo Azul com o Nilo Branco, na zona leste-central do país. Em Cartum ainda há, além de um aeroporto internacional, linhas de trem para o Porto Sudão e também para o Egito.
Viagem à Ásia
Depois do Sudão, a delegação de cotonicultores de Mato Grosso partiu para a Indonésia. Naquele país, localizado entre o sudeste asiático e a Austrália, estão os principais clientes da cotonicultora de Mato Grosso. Em Jacarta, Capital da República da Indonésia, a missão comercial da Ampa oferece almoço para 100 convidados, entre industriais, empresários e autoridades.
“Estamos aqui para mostrar o andamento da safra em curso, falar sobre a qualidade da última safra colhida e transmitir aos nossos clientes que estamos produzindo bem e aprimorando a qualidade da matéria-prima”, explicou Gilson Pinesso. Além da Indonésia, os cotonicultores visitarão, ainda na Ásia, Taiwan, China, Correia do Sul, Japão e Tailândia.
Além do presidente e do vice-presidente da Ampa, Gilson Ferrúcio Pinesso e Carlos Ernesto Augustin, respectivamente, participam da comitiva os cotonicultores Sérgio de Marco e José Pupin, conselheiros consultivos da entidade; Arilton Riedi, presidente do Núcleo Regional Norte da Ampa; Otaviano Pivetta, produtor e deputado estadual, e o consultor de mercado Andrew Macdonald.
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