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11/03/2010 13h57
Pesquisa do PSDB aponta que até abril Dilma passa Serra
TUCANO PERDE PONTOS PELA INDEFINIÇÃO
Em sã consciência ninguém pode dizer que o governador José Serra é um cadáver político e que sua candidatura à Presidência da República – caso realmente assuma essa postulação – está enterrada antes da hora.
Ele é um páreo duro, não resta dúvida. Seu ponto negativo é a demora em se definir, o que gera instabilidade nas hostes tucanas e do DEM - e isso não é nenhuma novidade. Até porque a indefinição de Serra vem sendo amplamente debatida pela Imprensa brasileira, que apenas reproduz o borburinho dos bastidores da política.
Serra tem história, já disputou a presidência e traz na bagagem dedicação à causa pública e serviços prestados, quer seja agora no Governo de São Paulo ou como ex-ministro da Saúde e do Planejamento, nas duas gestões presididas pelo tucano Fernando Henrique Cardoso. Em síntese, tem o perfil de um bom candidato a qualquer posto importante no país, inclusive a presidência da República.
Mas está sendo atropelado pela dinâmica da política, deixando um flanco importante desguarnecido, constituído pela falta de “timming” - o momento certo (que está passando, se já não passou) para dizer ao país, em alto e bom som que é sim candidato a presidente da República. Mostrar convicção, garra, desejo de atingir esse objetivo.
Esse anúncio de que vai mesmo para o enfrentamento com Dilma Roussef (PT) não tem nada a ver com o prazo fatal para se desincompatibilizar do cargo de governador do Estado mais rico da Federação, e que pode ser o dia 2 de abril, conforme se especula, ou até mesmo o dia seguinte, 3, data-limite para os que ocupam cargos públicos e desejam concorrer a outros mandatos eletivos.
Pelo fato notório de José Serra não ter esse “timming” da chamada hora exata para se posicionar, Dilma Roussef, que também ainda não desincompatibilizou-se do cargo de ministra chefe da Casa Civil (mas já anunciou aos quatro cantos que será candidata e até ato do PT ocorreu para lançá-la), vem correndo solta na raia.
Diante disso, a sensação que a sociedade brasileira tem, gerada por um José Serra hesitante, é a de que este já “jogou a toalha”. Por enquanto, na realidade, só existe ela como candidata.
O resultado é que, segundo já se comenta em Brasília, pesquisa encomendada pelo PSDB, para consumo interno, já registraria o empate entre Serra e Dilma.
Pior do que isso são as projeções a curto prazo, detectadas por esse mesmo levantamento de intenção de votos. “Os tucanos vivem o pesadelo que tanto temiam: a pesquisa do PSDB projeta que já em abril que Dilma estará na frente de Serra”, informa a coluna do jornalista Cláudio Humberto, de Brasília.
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