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Economia
06/02/2010 20h42
Números são números e os de MT são ótimos
O NOVO MATO GROSSO DA PUJANÇA ECONÔMICA
Por Mário Marques de Almeida
Sou um tanto quanto “cabreiro”, desconfiado com relação aos índices e cifras sobre desenvolvimento econômico que são despejados por governantes e poderosos de todas as latitudes sobre nós leigos mortais, não esclarecidos o suficiente para decodificar e entender a complexidade que envolve a economia. Ficar com um pé atrás nessas questões, quando nada é uma demonstração de cautela. E assim como a canja, se não fizer bem, também não faz mal.
O tal “economês”, para mim é uma linguagem hermética, mais parecendo fabricada sob medida para complicar do que explicar a falta de dinheiro no bolso de bilhões de pessoas enquanto as bolsas sobem, descem, mas quem está por cima da carne seca dificilmente cai. Pode até balançar, mas não cai.
E tenho cá minhas razões para colocar sob suspeita e dúvida o que se divulga, aqui e acolá, sobre certas façanhas bem sucedidas na área econômica, inclusive porque os resultados práticos dessas perfomances, o famoso “faz me rir”, como diria certo profeta, demora a chegar (isto quando chega) aos que, a meu exemplo, residem no andar de baixo.
Entretanto, tenho que me curvar sobre o que dizem determinados indicadores que, pela exatidão e clareza, apontam que mudanças aconteceram e existem no cenário mato-grossense. Como o fato de que, enquanto no vizinho Mato Grosso do Sul (para ficarmos apenas num exemplo mais próximo), o número de abertura de novas empresas é insignificante, quando não negativo, com mais firmas encerrando a atividade, com todos os ônus sociais que isso acarreta, aqui em Mato Grosso ocorre o inverso.
De acordo com dados da Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), apenas nos primeiros 30 dias de 2010 foram abertas 840 novas empresas no estado, uma das melhores médias no país. Em 2009, foram criadas 14.193 empresas em Mato Grosso, um dos melhores índices registrados na região Centro-Oeste. Na outra ponta, o número de empresas que deixaram de existir foi pequeno: segundo a Jucemat, apenas 187 empresas foram extintas em MT. Já durante todo o ano de 2009, no Mato Grosso do Sul 1.417 empresas foram fechadas. Constatem a disparidade entre um e outro desempenho.
Esses números colocam o nosso estado em destaque no cenário nacional. Antes muito atrelado às atividades do campo para alcançar bons índices econômicos, hoje Mato Grosso consegue desenvolver outras áreas da micro e macro economia. A exemplo do surto industrial por que passa o estado, apontando no sentido de que não somos mais uma economia primária e dependente exclusivamente da agropecuária e suas oscilações na Bolsa de Chicago, onde um pequeno tremor lá causava um terremoto aqui.
E essas coisas não acontecem por acaso. Outros fatores podem ter contribuído para esse desempenho fantástico da economia, mas não se pode esquecer que o principal deles é a política econômica séria e responsável que foi implementada nos últimos oito anos em Mato Grosso, que não só tem garantido segurança fiscal para os investimentos no estado, atraindo indústrias, como tem impulsionado o surgimento de novas empresas de outros segmentos.
Ficam esses dados, para a reflexão do leitor.
Mário Marques de Almeida é diretor do site e jornal Página Única. www.mario@paginaunica.com.br
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