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13/03/2010 08h01
Investigador dá 10 tiros em carro de família em Várzea Grande
MOTORISTA E FILHA FORAM BALEADOS
O investigador de Polícia Civil, João Osnir Guimarães, 61, o “João Caveira”, disparou 10 tiros contra o carro de Ataíde Francisco, 35, que trafegava pelo bairro Asa Branca, em Várzea Grande, acompanhado da filha de 7 anos e da esposa Luciana Maria dos Santos. Ele confessou ter disparado por engano, pensando que se tratava de bandidos.
Os tiros disparados pelo policial, que demonstrou não ter o equilíbrio necessário para portar uma arma, atingiram o casal e uma menina de sete anos.
O carro da família, um Gol prata, ficou perfurado. A menina estava no banco de trás com a madrasta e foi atingida de raspão. "O homem chegou atirando. Daí quando raspou em mim, meu pai falou para abaixar" - relata a criança, em matéria mostrada no Jornal da Globo.
João Osni estava de folga. Aos policiais, disse que vinha sofrendo ameaças e desconfiou do veículo que passava pela rua onde ele mora.
Apesar da violência gratuito e da tentativa de assassinato, já que não foram tiros de advertência mas pelo menos oito tiros disparados na porta do motorista (o que denota a intenção de matar e a irresponsabilidade do policial), o delegado Fábio Silveira liberou o investigador após tomar seu depoimento. Como tem residência fixa e emprego, vai responder em liberdade.
"Se no decorrer da investigação, a Justiça entender que houve excesso, que não havia necessidade de ter atirado, que colocou a vida de terceiros em perigo, a prisão será decretada”, diz o delegado. Qualquer juiz certamente terá esse entendimento, pois as evidências são incontestáveis.
O sogro da vítima, Natalino dos Santos, não escondeu a revolta com a atitude irresponsável e criminosa do investigador: "O que ele fez não é atitude de um policial, é papel de bandido", afirmou.
O pai da menina, Ataíde Francisco, 35, está internado e vai passar por uma cirurgia. A madrasta Luciana Maria dos Santos saiu do hospital no início da madrugada deste sábado (13).
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