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09/03/2010 11h04
Indefinição de Serra preocupa WS e Jayme
GOVERNADOR PAULISTA CONTINUA EM CIMA DO MURO
A demora do governador José Serra para anunciar oficialmente que será candidato a presidente da República é um assunto tratado pelos tucanos apenas internamente, mas não deixa de ser preocupante para as pretensões do PSDB voltar ao poder no Brasil e em alguns estados, onde foram governos, a exemplo de Mato Grosso.
Ao postergar a informação de que vai encarar a disputa presidencial, o tucano paulista gera um clima de insegurança muito grande nos projetos estaduais, dificultando as composições políticas e partidárias que no campo adversário (leia-se PT e aliados) já estão a passos largos.
Esse fato, por exemplo – embora não seja admitido publicamente – preocupa, e muito, o prefeito Wilson Santos (PSDB), que precisa renunciar ao cargo de prefeito de Cuiabá agora no começo de abril, mas, ao contrário de José Serra, já anunciou que o seu nome está à disposição do PSDB, do DEM, PTB e outros eventuais partidos que queiram fazer parte dessa coligação.
A mesma preocupação se estenderia ao DEM, aliado de primeira hora do PSDB no projeto presidencial (e agora também juntos no plano estadual) e cujas lideranças nacionais - entre as quais se inclue o senador Jayme Campos - vêm demonstrando inquietude, e cobram urgentemente uma definição de José Serra.
Uma fonte ligada ao PSDB mato-grossense confidenciou à reportagem que o fato de José Serra teimar em ficar em “cima do muro” enseja e fortalece as especulações – fomentadas sobretudo pelos adversários – de que pode vir a optar a ficar no governo de São Paulo e sair candidato à reeleição. “Não acredito nessa hipótese”, ponderou a fonte, afirmando que Serra não tem como fugir ao desafio e até o fim deste mês de março anuncia sua candidatura. Reconhece, porém, que a delonga do governador paulista para assumir que é candidato a presidente da República não deixa de trazer intranquilidade ao ninho.
Deixando assim a bola para Aécio Neves, que também poderá não aceitar ser candidato de última hora, sem tempo suficiente para costurar alianças pelo Brasil afora, tendo em vista que, há meses, já vem trabalhando o seu projeto de se candidatar – o que será uma eleição “mamão com açúcar”, para ele, na definição do tucano cuiabano – senador da República por Minas Gerais, onde é o candidato de consenso para o Senado.
E o reflexo dessa inércia de Serra é o fato que ele, até pouco tempo liderava com folga as pesquisas e agora tem a ministra Dilma Roussef (PT), já amplamente assumida e declarada pré-candidata a presidente da República, em seus calcanhares, bem próxima de um empate com o tucano.
Nesse sentido, vale anotar que a Datafolha, um dos institutos de pesquisa mais sérios e confiáveis, divulgada no final de fevereiro, a pré-candidata do PT atingiu 28% das intenções de voto, contra 32% dos eleitores que elegeriam Serra.
Da Redação do Página Única
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