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05/02/2010 12h27
Base do DEM resiste a aliança com PSDB; Jayme "candidatíssimo"
A aliança PSDB e DEM está selada em nível nacional, mas em Mato Grosso, apesar dos discursos afinados, essa união ainda está longe de ser uma unanimidade, especialmente entre os democratas. Desde que foi anunciada, em meados de 2009, pelo prefeito Wilson Santos (PSDB) e o senador Jayme Campos (DEM), a aliança causa mal estar entre os democratas, entretanto, nos últimos dias a recusa ganhou voz e força.
No retorno das atividades na Assembléia Legislativa, um dos caciques mais críticos ao pré-acordo entre as duas legendas, o deputado estadual Gilmar Fabris (DEM), usou a tribuna para defender a manutenção da presença dos democratas ao lado do grupo político do governador Blairo Maggi e para confirmar que o DEM está mesmo rachado.
Bem ao seu estilo polêmico, Fabris foi enfático declarando que caso Wilson apareça melhor nas pesquisas e seja definido como o candidato da aliança, o DEM vai mais do que rachado para os braços tucanos. “Estamos muito distantes do PSDB e mais próximos do governo. Se Wilson for o candidato na aliança, acho que será um projeto fracassado”, disparou.
Na avaliação de Fabris, nem 20% dos democratas devem apoiar a candidatura do prefeito de Cuiabá ao Governo do Estado. A contar pelo posicionamento de alguns prefeitos do DEM durante a solenidade de entrega das máquinas aos municípios, a análise do parlamentar está correta.
Com forte ligação e dependência do Executivo Estadual, os prefeitos e também vereadores do DEM pedem anonimato, mas não escondem o temor da aliança com o PSDB. A base democrata no interior, alvo das pretensões de Wilson, que precisa de votos longe da Baixada Cuiabana, demonstra clara afinidade com o pré-candidato e vice-governador Silval Barbosa, que promete dar continuidade ao modelo Maggi de governar.
“O Blairo contemplou todos os partidos, não houve distinção. Para nós é mais interessante que o atual grupo continue”, revela um prefeito do DEM, contrariando uma das justificativas utilizadas pelo senador Jayme Campos, de que Maggi teria desprestigiado o partido.
Mesmo sendo contra a ruptura com Maggi para o apoio ao projeto do PSDB, Gilmar Fabris nega qualquer rusga com o prefeito de Cuiabá, ponderando que o momento é de dar continuidade ao modelo de gestão que está no poder há oito anos.
Indiferente à pesquisa que definirá o candidato da aliança, o deputado opina que o candidato deva ser Jayme. Fabris nega qualquer rusga e diz ser amigo do prefeito, lembrando do tempo que foram colegas na AL e até afirmando que Wilson será governador um dia, mas não em 2010.
“Eu o aconselharia a não deixar a Prefeitura de Cuiabá. Ele é pré-destinado a ser governador, é um político persistente, mas agora acredito que a candidatura de Jayme é melhor”, disse.
Candidatíssimo
“Quero, sim, ser o candidato da oposição e estou trabalhando para isso. Engana-se quem pensa o contrário. Acho que tenho, inclusive, mais facilidade que o Wilson para ser o candidato, porque agrego mais gente e partidos, como o PP do Riva, o PPS e gente até do próprio PR", afirmou Jayme esta semana.
A simpatia à sua candidatura já manifesta pelo líder maior do PP, José Riva, é um trunfo significativo de Jayme na disputa com o tucano. O PP deve ser o fiel da balança sucessória e para onde pender, pode garantir a vitória de um ou outro candidato. “Somos irmãos e amigos. Riva já disse que vem comigo e trabalhará para trazer todo o PP. Agora, se o candidato for o Wilson, aí já não posso afirmar nada", salientou.
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