Segunda, 20 de agosto de 1-11, 23h59
"ESTADO ESTÁ NO RUMO CERTO E VAI SUPERAR CRISE"
“O mundo depende de Mato Grosso para se alimentar”, avalia analista


Redação

“Mato Grosso pode passar por dificuldades econômicas e financeiras, mas são crises conjuntoriais e que afetam mais o setor público, e assim mesmo vão ser superadas”, analisa o empresário e analista Sidnei Pretto, que falou com exclusividade para o Página Única.

 

Outro fator que ele considera positivo para retirar o Estado do que seria uma "quebradeira" generalizada é a coincidência de que Pedro Taques se elegeu em um momento histórico: "o de romper com o ciclo de desvios de verbas públicas e negociatas que havia se instalado em Mato Grosso".

 

"Ele está, em que pese o seu aprendizado como executivo, conseguindo sanear o governo para se criar as bases mais sólídas para o desenvolvimento", analisa.

“O Estado jamais vai ‘quebrar’ a exemplo do que ocorre atualmente com outras unidades da Federação que enfrentam crise pior que a mato-grossense e com uma agravante:  sem sinalização de saída no curto prazo”, aponta.

O que levaria Mato Grosso a “vergar mas não quebrar”, conforme o analista, é o fato que para saciar  a “fome de grande parte do mundo, a região que tem potencial de suprir – e já está suprindo – rapidamente essa demanda e a evolução por alimentos é a que se localiza em território de Mato Grosso”.

Essa posição geográfica no planeta, com possibilidades de escoar a produção, tanto pelos portos da região Sudeste (São Paulo e Paraná), assim como pelo chamado Arco Norte, na Amazônia, além de possuir grandes faixas de terras  planas, sem acidentes em seu relevo, como montanhas, por exemplo, e favoráveis as atividades agrícolas em alta escala, fazem de Mato Grosso o que se convencionou chamar em “celeiro do mundo”.

Nenhuma outra região no Brasil ou na América do Sul possui coordenadas para produzir grãos em grandes quantidades, além de proteínas de origem animal, como as que existem em Mato Grosso e que tem áreas ainda por serem beneficiadas, sem violentar o meio ambiente”, pontua.

Outro aspecto que Pretto considera essencial para Mato Grosso sair do atual “atoleiro” é o fato de ter um “governador – numa referência óbvia a Pedro Taques – que, embora possa ter cometido equívocos políticos iniciais quando assumiu o Estado, mantém uma postura de austeridade e zelo com o dinheiro público”.

“A honestidade no trato da coisa pública é fundamental, levando em consideração que o governo não produz, mas a iniciativa privada para gerar renda e riquezas, pagar impostos e salários, depende da infraestrura e da logístca implantadas pelo poder público, que passa a funcionar melhor quando a roubalheira é abortada”.

“Lembrando, porém – frisa Sdnei Pretto – que as melhorias no desempenho da máquina pública não acontecem de uma hora para outra, sobretudo quando se trata de um Estado que ainda está em ‘recuperação’  do grande assalto que sofreu em suas finanças na administração passada”.

“É preciso ter paciência e compreensão para entender esse momento vivido por Mato Grosso”, aconselha.

Para Sidnei,  Taques é um gestor “honesto e que inspira confiança”, fatores que, no seu entender, ajudam a sociedade e seus empreendedores a trabalhar e produzir com a segurança de que os recursos arrecadados do povo não serão desviados para os bolsos e contas de uma casta de corruptos, como acontecia antes no Estado.

Apesar de entender o que se passa no Estado, Sidnei não poupa a lentidão da gestão pública com relação à agilidade da iniciativa privada. Como exemplo dessa morosidade oficial, ele cita a  Zona Franca de Cáceres, "que há mais de 30 anos ainda continua nos planos de burocratas e governantes, sem efeito prático e servindo apenas para emoldurar discursos”.

“Se aquilio ali (zona franca) tivesse sido tocada por empreendedores particulares, com o Estado atuando apenas no fomento, já tinha virado uma outra cidade, contribuindo para alavancar a econonia de uma região antiga e estagnada de Mato Grosso”, finaliza


Fonte: Página Única
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