Quarta-Feira, 01 de Novembro de 2017, 02h:27

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PAUTA "QUENTE": Mané Catraca e as abóboras do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso

Por Mário Marques de Almeida

Na noite desta quinta-feira, 1, vou comer abóboras na sede do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso – entidade, aliás, que nas duas vezes que tentei me negou a sindicalização. Em tempo: mas possuo o registro profissional no Ministério do Trabalho, o que, quando nada, me livra de eventuais processos por “exercício ilegal” da profissão.

Talvez, quem sabe lá?  A negativa deva ser porque eu não tenha sido formado em nenhuma escola de comunicação dessas criadas a partir do modelo de jornalismo implantado no país por Samuel Wainer, ainda na era em que Getúlio Vargas dava as cartas no Brasil.

No entanto, se não possuo a anel de grau e o dito canudo de papel, me “formei”, ainda que meio na marra, ouso dizer, na grande escola da vida e, por extensão, da comunicação.

Na seara onde aprendi o ofício, aliás, “quem não se comunica se estrumbica”, como diria o Velho e centenário guerreiro Chacrinha - ele o maior de todos os comunicadores que passaram por este país.

E a única semelhança – infelizmente - que eu tenho com ele, na minha modesta situação de “sem-sindicato”, é que o homem que “balançava a pança” também não esfregou a bunda em bancos de faculdade de jornalismo e não passou dias e noites afundado na leitura de livros  téoricos e manuais de Redação.

Aprendeu fazendo!

Voltando à degustação do buffet de abóboras no Sindicato dos Jornalistas, custa R$ 50 e com mais 15 pratas você compra uma caneca com direito a beber todo o chopp do mundo... Acho "salgado" o preço, mas, se houver variedade de pratos à base de abóbora e o chopp for "bem tirado"...

O evento é uma promoção para alavancar a entidade que, segundo dizem, tem agora uma direção preocupada com a valorização da profissão e dos profissionais que nela militam.

Antes que encerre a “milonga”: Sou plenamente favorável à formação acadêmica em nível superior em jornalismo. Apenas, na época que iniciei na profissão, já lá se vão cinco décadas, faculdade de comunicação era raridade. Além do mais, sou daqueles que acredita que cada um dá o seu “jeito”.

Eu dei o meu! E assim como Neruda, descobri que escrever não é coisa assim tão difícil: Começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final.