Quinta-Feira, 27 de Julho de 2017, 21h:09

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DISPARADA DA DOENÇA: MT e mais cinco Estados são castigados pelo aumento de casos da febre chikungunya

dispara

Redação

A situação em Mato Grosso com relação ao aumento da incidência da doença não é tão crítica quanto nos outros cinco estados afetados mais duramente pela febre chikungunya. mas não deixa de ser preocupante quando se leva em conta que o número de pessoas contaminadas nos primeiros 6 meses de 2017  é equivalente a todos casos constatados no Estado nos 12 meses de 2016. No entanto. outras regiões do país estão com um quadro epidêmico bem mais grave.

Além de Mato Grosso,Ceará, Minas Gerais, Pará, Roraima e Tocantins registraram um aumento nos casos de chikungunya entre 1º de janeiro e 24 de junho de 2017 e já ultrapassaram os números do ano inteiro de 2016. No período, foram confirmadas 51 mortes e outras 34 ainda estão em investigação. Os dados são do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (27).

A chikungunya causa febre e dores no corpo concentradas principalmente nas articulações. Alguns sintomas duram em torno de duas semanas; todavia, as dores articulares podem permanecer por vários meses e afetar bastante a qualidade de vida do paciente.

Nos seis primeiros meses do ano, o Brasil soma 131.749 casos prováveis da doença, contra 230.410 do registrado em 2016. Responsável por 60% dos casos, o Ceará é considerado o mais crítico, que pulou de 30.766 (2016) para 80.045 (2017). Crescimento que impactou a incidência da doença no Estado, que passou de 343,2 a cada 100 mil habitantes para 893 a cada 100 mil habitantes.

Mais de 80% das cidades cearenses, segundo a Secretaria de Saúde estadual, foram afetadas pela febre, incluindo Acopiara, Beberibe, Caucaia, Maranguape, Morada Nova, Pacajus, Senador Pompeu e a capital Fortaleza.

Minas Gerais também enfrentou uma epidemia maior que a de 2016. Nos seis primeiros meses do ano, somou  16.737 casos prováveis, contra 1.248. O crescimento no Pará foi de 1.609 para 6.283. Em Roraima, o número pulou de 60 para 1.641. Já o número de casos em Tocantins soma 3.235, três vez maior do que o registrado no ano anterior.

 

Número de óbitos

Nos seis primeiros meses do ano, foram confirmados 51 mortes por febre de chikungunya. Há ainda 34 óbitos em investigação, que podem ser confirmados ou descartados.

Com 41 mortes, o Ceará foi o campeão do ranking, seguido pelo Pará (4), Tocantins (1), Piauí (1), Minas Gerais (1), Bahia (1), Rio de Janeiro (1) e São Paulo (1). Nesse período, o maior número de óbitos confirmados ocorreu nos meses de abril (39,2%) e maio (31,4%).

Vale lembrar que no ano inteiro de 2017 foram confirmados 216 óbitos por febre de chikungunya: Pernambuco (55), Ceará (40), Rio Grande do Norte (39), Paraíba (36), Rio de Janeiro (16), Maranhão (11), Alagoas (10), Bahia (3), Sergipe (2), Amapá (1), Piauí (1), Goiás (1) e Distrito Federal (1). A média de idade das mortes foi de 62 anos, variando de 0 a 98 anos.