Quinta-Feira, 01 de Junho de 2017, 04h:31

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Pedro Taques "aperta mais o cinto" do Tesouro do Estado e diz que até amanhã vai zerar parcelas em atraso da saúde com municípios

Redação

 

Matéria publicada na edição do jornal Diário de Cuiabá, que circula nesta quinta-feifra (1), aponta que o governador Pedro Taques vai "apertar ainda mais o cinto" e disponibilizar dinheiro do Tesouro Estadual oriundo da arrecadação própria para amenizar demandas urgentes e quitar repasses da  saúde, zerando débitos que estão em atraso.  

 

A notícia, desde ontem, teve boa repercussão junto aos prefeitos e gestores do setor.

 

Confira  a reportagem:

 

Governador Pedro Taques garante aos prefeitos que até sexta-feira a dívida da Saúde estará zerada

 

PABLO RODRIGO, do Diário de Cuiabá

 

O governador Pedro Taques (PSDB) garantiu em reunião com os prefeitos e deputados estaduais que quitará os R$ 95 milhões restantes dos repasses atrasados da saúde aos municípios e hospitais regionais e filantrópicos até a próxima sexta-feira (02). "A curto prazo o atrasado da saúde estará sendo quitado o total R$ 162 milhões até dia 2 de junho", disse o chefe do Executivo logo após a reunião nesta terça-feira (30) no Palácio Paiaguás com cerca de 80 prefeitos, secretários e deputados estaduais. 

 

"Esse recurso sairá da Fonte 100 porque não tem outra Fonte. Algumas dívidas não serão quitadas em conformação documental que alguns hospitais e alguns procedimentos não têm os documentos corretos e nós não vamos pagar sem saber se os serviços ou os procedimentos foram prestados", completou o governador durante coletiva de imprensa. 

 

Porém, o govenador não descartou a utilização de recursos de outras áreas para garantir um funcionamento da saúde pelos próximos meses. No entanto, Taques garante que qualquer tomada de decisão será conjuntamente com os prefeitos, deputados e demais Poderes do Estado. 

 

"Será criada uma comissão com seis deputados, seis prefeitos e a equipe econômica do governo do Estado que vai buscar o melhor entendimento, a melhor solução para resolver os problemas da Saúde. E nós vamos chamar os demais Poderes para que eles possam, juntos de nós, encontrar uma saída", afirmou Pedro Taques lembrando que a crise continua no país. 

 

"Nós precisamos buscar recursos novos a médio e longo prazo. O Brasil todo está em crise e o governador não tem a chave, a fábrica de dinheiro", disse Taques. 

 

Sobre a pressão dos prefeitos em evitar que os recursos do Fethab sejam utilizados para a saúde pública, Taques reconheceu a legitimidade do posicionamento, mas reconheceu que sozinho, não conseguirá superar os problemas de recursos na área. 

 

"Os prefeitos mostraram-se resistentes ao uso do Fethab para a saúde o que é legítimo. Mas, esse problema não será resolvido só com o governador. Resolveremos com o governador, prefeitos, deputados e os Poderes em conjunto", enfatizou Pedro Taques. 

 

Já o presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PSD), avaliou como positiva a reunião e disse que é preciso solucionar os problemas urgentemente. 

 

"Essa comissão precisará encontrar uma saída para resolver os problemas da saúde em Mato Grosso. Não podemos mais aceitar ambulâncias quebradas, pessoas morrendo, hospitais fechados PSF's sem medicamentos, este caos instaurado na saúde de Mato Grosso", desabafou Fraga. 

 

Neurilan voltou a rejeitar a possibilidade de utilizar os recursos do Fethab para a saúde e disse que os prefeitos apresentaram várias propostas ao governo, entre elas o parcelamento dos R$ 95 milhões. 

 

"Apresentamos uma série de alternativas que deixa os municípios de fora dessa conta. Porque os municípios já gastam de 25% a 30% com a saúde. E quem está nos devendo e o governo do Estado. E ele não pode pegar o dinheiro do credor e repassar para o credor. Então nós apresentamos uma série de soluções. Uma delas é pegar o passivo que o governo deve na saúde poderia ser parcelado", pontuou. 

 

Na semana passada o governo do Estado retirou R$ 70 milhões da folha de pagamento dos servidores públicos para amenizar a crise nos hospitais regionais e nos municípios. 

 

Até dezembro de 2017, o governo deverá repassar cerca de R$ 250 milhões aos municípios referentes à Saúde pública. 

 

Os nomes de quem vão compor a comissão deverá ser apresentado até amanhã. Já o prazo definido para uma proposta concreta ficou para a próxima reunião que deverá ocorrer entre o dia 12 e 13 de junho. 

 

Além do governador e dos 80 prefeitos, participaram da reunião os secretários Luiz Soares (Saúde), Gustavo Oliveira (Fazenda), Guilherme Muller (Planejamento), Wilson Santos (Cidades), Max Russi (Trabalho e Assistência Social), os deputados estaduais Eduardo Botelho (PSB), Nininho (PSD), Pedro Satélite (PSD), Leonardo Albuquerque (PSD), Dilmar Dal'Bosco (DEM), Zé Domingos Fraga (PSD), o presidente da AMM Neurilan Fraga e o vice-governador Carlos Fávaro (PSD).