Sábado, 19 de Maio de 2018, 20h:18

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CICLO DAS ÁGUAS: É só chover um pouco mais forte nas cabeceiras do Pantanal em Mato Grosso que as cheias acontecem no MS

Redação

Entra ano, sai ano, o ciclo se repete. Chuvas que costumam cair, neste período, ao norte, nas cabeceiras do Pantanal, em Mato Grosso, ocasionam cheias – muitas das quais de grande intensidade   - nas partes mais baixas da região úmida, ao sul, no território pertencente ao Mato Grosso do Sul. E este ano não está sendo diferente.

As enchentes implicam em transtornos e gastos extras , para pecuaristas, com a movimentação de rebanhos bovinos das áreas de pastagem baixias para as partes altas da planície pantaneira, além de  que as águas também invadem cidades da região, como Aquidauana, Anastácio, Miranda, Corumbá e Porto Murtinho – todas elas no vizinho MS e, não raras vezes, desabrigam centenas de famílias ribeirinhas, removidas às pressas.

Nesse sentido, para prevenir – ou minimizar – os danos das cheias, a Defesa Civil daquele Estado avalia impactos com a chegada das águas em excesso no Pantanal e estuda declarar situação de emergência.

O órgão realizou uma vistoria prévia nas áreas inundadas em Corumbá, a 429 km de Campo Grande. O rio Paraguai, que transbordou nesta última quinta e sexta-feira, enfrenta mais uma cheia.

O município de Corumbá, por suaz vez, deve decretar situação de emergência na área rural nos próximos dias. Até esta sexta-feira (18), o rio Paraguai se encontrava em situação de alerta na estação São Francisco, com cota de 7,89 metros, segundo relatório do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

Devido às inundações, algumas comunidades rurais de Corumbá já estão isoladas, pelo menos no que tange o acesso por terra.  A expectativa das autoridades locais, no sentido que o problema não se agrave, é de que as chuvas diminuam nas cabeceiras e no próprio Pantanal.