Quinta-Feira, 14 de Julho de 2016, 11h:08

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Crimes contra o patrimônio e a vida de pessoas crescem e ganham dimensões trágicas em Cuiabá e Várzea Grande

Por Mário Marques de Almeida

 

A onda de criminalidade, sobretudo invasão de residências e assaltos a mão armada de pessoas e estabelecimentos comerciais os mais diversos, estão crescendo de maneira descontrolada e ganham dimensões trágicas em Cuiabá e Várzea Grande, com o aparato de Segurança Pública mostrando-se ineficiente para conter a avalanche da bandidagem, em que pesem os esforços das polícias Civil e Militar.

 

A pé, de bicicleta, moto ou carro, ladrões à solta engrossam de forma geométrica os índices de ocorrências, o que tem causado nas pessoas de bem uma síndrome de pânico – a sensação desagradável e amedrontadora de ser vítima em potencial e de maneira permanente.

 

Além das editorias de sites e outros órgãos de imprensa repletas de notícias sobre furtos e roubos, alguns com violência física injustificada e humilhações contra seres humanos indefesos e dominados, os relatos de crimes dessa natureza, muitos dos quais praticados com requintes de perversidade,  se sucedem e já são corriqueiros, quando deveriam ser uma exceção  – o que hoje coloca a segurança como a principal demanda da sociedade, talvez até mais do que saúde e emprego.

 

Nos pontos de ônibus, em casa, no local de trabalho, ou transitando pelas duas cidades, em suma, nos mais variados lugares possíveis e imagináveis, desde um salão de beleza ou quitandinha da esquina a paranoia pelo medo de se tornar de um momento para outro alvo de malfeitores, é uma constante na vida dos habitantes das duas cidades. O que requer, mais do que “as boas intenções” de sempre das autoridades,  mas ação abrangente dos dispositivos policiais, em conjunto com o Ministério Público Estadual e o Judiciário para tirar de circulação o maior números de autores desses crimes, sobretudo os marginais reincidentes e já conhecidos da polícia. 

 

Nesses casos, talvez, seja preciso diminuir as audiências de custódias em que, geralmente, meliantes notórios e perigosos são liberados e voltam às ruas, para continuar aterrorizando a sociedade.  Paralelo a isso, é urgente e indispensável aumentar os decretos de detenção preventiva e condenações a penas mais severas do que usualmente ocorre com o vergonhoso “entra e sai da cadeia”.  

 

Nas proporções que o banditismo comum ou organizado chegou, alegar a frouxidão das leis penais ou a atuação dos direitos humanos como elementos fragilizadores de ações mais rigorosas da polícia e da justiça, além de não trazer nenhuma solução para essa tragédia, fazem só deixar a sociedade mais insegura e enervada com os riscos e perigos que rondam a todos.

 

Quanto aos Direitos Humanos, diante desse ambiente de “guerra civil”, com um lado – o do povo – desarmado, mais certo seria chamar essa prerrogativa de defesa contra injustiças de “direitos dos manos”, conforme já está sendo jocosamente tratado em função do desvirtuamento institucionalizado de uma conquista social importante e que se transformou em escudo protetor de “feras” em feitio de gente e que são postadas – quando são elas a ameaça e causadoras de desgraças – como “vítimas da sociedade”!

 

 Em suma, pôr freio à impunidade reinante que é do conhecimento público, principalmente dos bandidos que sabem que ficarão (quando ficam!) pouco tempo encarcerados, tornou-se um imperativo emergencial em nome de um mínimo de paz e ordem pública

 

O discurso de que cadeia não resolve o problema da criminalidade, que tem raízes e causas complexas, pode ser verdadeiro. Mas, se as prisões, consideradas “universidades” do crime,  não solucionam o problema, ao menos deixa a população livre desses canalhas, quando nada pelo tempo que eles tiverem trancafiados!

 

Mário Marques de Almeida é jornalista e diretor do jornal e site Página Única