Segunda-Feira, 09 de Maio de 2016, 07h:22

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“Assim” com os petistas quando estes estavam no auge, Blairo Maggi agora ancora na barcaça pilotada por Michel Temer

Por Mário Marques de Almeida

 

A semana política começa agitada no país e em Mato Grosso. No Estado, o noticiário deverá continuar focando (até o surgimento de um novo escândalo, é claro!) nos desdobramentos, segundo comenta a mídia “saiteira”, sobre o possível surgimento de novos nomes no caso de desvios de verbas da Secretaria Estadual de Educação, desta feita com o especulado envolvimento de figuras graduadas e não apenas da chamada “arraia miúda” do serviço público, flagrada com a “mão na botija” pela “Operação Rêmora”, detonada pelo Gaeco na segunda-feira da semana que passou.  

 

Ainda no âmbito estadual, as atenções do mundo político regional estarão voltadas para a possível ida do senador Blairo Maggi, ainda no PR e que deverá migrar para o PP por conta de um suposto acordo partidário para que ele assuma o Ministério da Agricultura em um eventual governo de Michel Temer.

 

Antes “tripa e bofe” com a galera do PT no poder, já no segundo mandato de Dilma Rousseff, Blairo Maggi começou o procedimento de saltar do barco e, de aliado “firme e forte” dos petistas, passou a fazer oposição, vestindo a camisa dos que pedem o impeachment da presidente da República. 

 

Em função dessa nova postura, Maggi iniciou ancoragem na barcaça enorme, maior até das que navegam carregadas de soja, agora pilotada por Temer. 

 

Assim, o senador e ex-governador de Mato Grosso entra em uma nova fase da sua carreira política. Com destaque maior pelo fato de estar agora aliviado do ônus de continuar arrolado entre os suspeitos de crimes de corrupção e de ser julgado no STF. Isto porque,  Maggi  não foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na finalização dos processos da Operação Ararath, que declarou não ter encontrado provas para indiciá-lo.

 

Já no plano nacional, a expectativa fica por conta que o afastamento da presidente Dilma passa a ser contado, não por dias, mas por horas e sua saída do comando do governo federal deve ocorrer na quarta-feira (11) ou no mais tardar até a próxima sexta-feira (13) – dia da semana tido como “azarento” quando coincide com a data do mês. Para completar a trilogia, só faltou ser Agosto!

 

A previsão é que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), faça a leitura do resultado ao plenário nesta segunda-feira (9), da comissão que aprovou o relatório do impeachment da presidente, na sexta-feira (6). Com isso, começará a contar o prazo de 48 horas para que a votação do parecer pela admissibilidade do processo seja marcada no plenário.