Sábado, 14 de Novembro de 2015, 23h:00

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Fanáticos e bárbaros do Estado Islâmico tocam o terror em Paris, cidade que representa um dos marcos da Civilização Ocidental

O LADO SEM LUZ DA HUMANIDADE

 

Por Mário Marques de Almeida

 

O mundo ocidental ainda está em estado de torpor, num misto  de raiva e indignação, com a série de atentados praticados por terroristas do Estado Islâmico (EI) contra alvos civis, como restaurantes, cafés, casa de shows e um estádio, ocorridos ontem (13) em Paris e que provocaram mais de uma centena de mortes, mais de trezentos  feridos e muitos deles em estado grave.

 

O episódio não tem outra definição que não seja, de um lado,  a separação entre a Civilização, que tem na França um de seus esteios no Ocidente, e de outro,  a barbárie e o fanatismo religioso que encontram o seu ápice nos grupos jihadistas, entre os quais o mais violento e atrasado deles é o autodenominado Estado Islâmico – na realidade uma organização dedicada a disseminar a violência, o ódio e o terror e que de Estado não tem nada, se levarmos em conta o que concebem pensadores, desde a Grécia antiga, passando pela própria França (Montesquieu, entre eles)  sobre o que seja a definição de um Estado. 

 

Os que dispararam armas automáticas contra pessoas indefesas representam o lado sem luz da humanidade e todos quantos vivem ou prezam  as tradições, costumes, cultura, enfim, os valores ocidentais representados pela França, não podem se omitir diante desses covardes travestidos de mártires.

 

Governantes e sociedades que comungam desses princípios de que as nações precisam ser laicas, para abrigar em paz todas as religiões, tolerantes com os que não professam a mesma fé ou mesmo não tenham nenhuma fé, devem se unir contra o inimigo comum que sai das cavernas escuras do mediavelismo para aterrorizar quem não pensa e age como eles.

 

A ameaça que esses fanáticos desalmados representam se estende também aos muçulmanos não radicais e que discordam da atuação sangrenta e odiosa do chamado E.I. e que também são trucidados por estes.  Porém, "os alvos do Estado Islâmico, afinal, são bem mais indiscriminados do que no caso da al Qaeda. Eles consideram qualquer ocidental como presa em potencial", conforme aponta editorial do The Wall Street Journal deste sábado (14).  O que aumenta o perigo que paira sobre as cabeças de quem não professa a crença do grupo.

 

Ontem, foi Paris, mas o alvo somos todos nós!