Domingo, 10 de Dezembro de 2017, 22h:32

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AGRONEGÓCIOS: No radar da Agropecuária de MT, acordo do Mercosul e União Européia é histórico para alavancar novos mercados

Redação

 

A agropecuária brasileira – e por onsequência, a de Mato Grosso, maior produtor nacional de grãos e dono do maior rebanho de gado de corte – deverá ser o segmento produtivo mais beneficiado pelo acordo que está sendo costurado entre o Mercosul e União Europeia.

Isto porque, caso frutifique o entendimento comercial entre os dois blocos de países, abre-se uma grande oportunidade de novos mercados livres de barreiras alfandegárias  e burocráticas, para a expansão do agronegócio que é o maior expoente fa economia mato-grossense.

Neste domingo, 10, teve início uma rodada de reuniões que tem chances de terminar com um anúncio histórico: que as negociações do acordo de associação entre os dois blocos foram concluídas do ponto de vista político, depois de 20 anos de altos e baixos. No melhor dos cenários, alguns pontos ainda ficarão em aberto, mas haverá um rumo claro a ser percorrido pelos técnicos até a efetiva assinatura do acordo.

As conversas ocorrem em Buenos Aires, a partir deste domingo, em paralelo à reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). Para os negociadores, o ideal é anunciar o "acordo político" durante o evento, que termina na quarta-feira, dia 13.

O presidente Michel Temer participará da cerimônia de abertura da reunião da OMC neste domingo ao lado do argentino Maurício Macri, e dos presidentes do Paraguai, Horácio Cartes, do Uruguai, Tabaré Vázquez, e do Chile, Michelle Bachelet. "O acordo é o primeiro grande lance de inserção do Mercosul na economia mundial", disse  o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

O bloco sul-americano foi criado, há 26 anos, para ser uma zona de livre comércio e para buscar essa integração.

Ofertas

O chanceler ressalvou que a negociação ainda não está concluída. Os dois lados esperam novas ofertas em Buenos Aires. Para alinhar posições nesse tema, já estava programada uma reunião de chanceleres do Mercosul neste domingo de manhã, antes da abertura da reunião da OMC.

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira cita dados de um estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, segundo o qual as exportações terão um incremento de 12,3% até 2030. Na mão inversa, as importações crescerão 16,9%. O acordo garante a Mercosul e União Europeia condições privilegiadas no acesso aos mercados um do outro.

Aos europeus, interessa principalmente ampliar a venda de produtos industrializados. Para os sul-americanos, um ponto prioritário é garantir melhor acesso dos produtos agropecuários.