Sexta-Feira, 03 de Novembro de 2017, 02h:38

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Brasil supera abalos da Operação “Carne Fraca” e já recuperou mercados importadores, garante Blairo Maggi

Redação

O maior baque na história das exportações de proteína de origem animal da história das exportações brasileiras do setor, a Operação “Carne Fraca”, já está superado e as negociações e vendas para o mercado externo estão fluindo normalmente.

O fato, além da boa repercussão nacional tem impacto ainda maior na economia mato-grossense cujo Estado é o detentor do maior rebanho de gado de corte do Brasil. E que acaba de receber a notícia que mais dois frigoríficos sediados em Mato Grosso - um de abate de aves e outro de bovinos - foram credenciados a exportar para a China, maior mercado consumidor do mundo. As plantas industriais são Natufrig Alimentos, localizada em Barra do Bugres que processa carne bovina e a SHB Comércio e Indústria de Alimentos, localizada em Nova Mutum, que opera com frangos.

A afirmação sobre a superação do impasse gerado pela "Carne Fraca" é do  ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. Ele garantiu que "tudo que o Brasil perdeu com a operação Carne Fraca já conseguiu recuperar".

O ministro foi convidado recentemente, pela Câmara dos Deputados, para falar sobre as consequências da operação para as exportações brasileiras e as providências adotadas para evitar novos problemas na fiscalização.

De acordo com o ministro Blairo Maggi, dos 93 países para os quais o Brasil exporta apenas quatro mercados que têm participação menor no conjunto de importadores continuam fechados. Dos que estão comprando carne brasileira, 33 estão com o comércio regular e 56 mantém inspeção reforçada.

O ministro revelou ainda que vem sendo estudadas mudanças no sistema de fiscalização que visam acompanhar o crescimento do setor e a necessidade de modernização. Enumerou ainda modificicações já feitas, como o fim de nomeações políticas nas superintendências estaduais do Mapa, o que está em vigor desde maio.

Sobre os estudos na área de inspeção, todas as partes envolvidas no processo estão sendo ouvidas, afirmou. “Não vamos fazer nada sem conversar com os servidores e representantes do setor produtivo", observou.