Sexta-Feira, 12 de Janeiro de 2018, 10h:43

Tamanho do texto A - A+

BALANÇO 2017: Prisão do megatraficante “Cabeça Branca” em MT é “troféu” da PF, que bate recordes em grandes “caçadas” e apreensões de bens e drogas

Redação

 

Ao fazer seu balanço relativo aos resultados obtidos no ano passado, a PF elenca como uma das principais conquistas a prisão de megatraficante conhecido pela alcunha de “Cabeça Branca”. Ele foi preso em uma mansão na cidade de Sorriso (402 Km de Cuiabá), na região Norte, no começo de julho de 2017. O traficante era considerado o número 1 dentre os criminosos mais procurados no Brasil e em toda a América do Sul;

A Polícia Federal (PF) bateu seu recorde histórico de apreensões de cocaína e maconha em 2017. Por meio de operações das Delegacias de Repressão a Entorpecentes e do Grupo Especial de Investigações Sensíveis (Gise), a PF tirou de circulação 44,7 toneladas de cocaína e 313 toneladas de maconha. Os números são parte do balanço da Coordenação-Geral de Polícia de Repressão a Drogas (CGPRE).

Embora o número de operações especiais tenha diminuído no ano, 80 em 2017 e 121 em 2016, a quantidade de drogas apreendidas representa um recorde dentro da série histórica aferida desde 1995. O valor de bens apreendidos também superou o ano de 2014, que detinha o recorde com R$ 323 milhões, e alcançou a cifra R$ 591,4 milhões em bens apreendidos pelas ações da PF.

Entre as principais operações realizadas a Polícia Federal cita a Spectrum, responsável pela prisão de Luiz Carlos da Rocha, conhecido como "Cabeça Branca" e apontado como um dos maiores "barões da droga" do Brasil.

O traficante foi identificado pelos investigadores mesmo após realizar várias cirurgias plásticas para alterar seu rosto. A identificação foi possível após trabalho de peritos criminais que conseguiram mapear traços faciais do traficante com base em fotografias antigas.

O grupo liderado por "Cabeça Branca", segundo a PF, operava com estrutura empresarial e controlava áreas de produção de drogas nas selvas da Bolívia, Peru e Colômbia.

A PF estima que a organização criminosa liderada pelo traficante introduzia cerca de 5 toneladas de cocaína por mês no Brasil por meio de aviões de pequeno porte que partiam dos países produtores, utilizando o espaço aéreo da Venezuela, e pousavam em fazendas brasileiras na fronteira entre os Estados do Pará e Mato Grosso.

Outra operação citada no balanço da PF é a Brabo, realizada em setembro de 2017 por investigadores de São Paulo. A investigação se deu por meio de cooperação com a agência americana de combate ao tráfico de drogas, DEA, e desarticulou uma organização criminosa que atuava na exportação de drogas por meio do porto de Santos.

Com base na Operação Brabo, a PF alertou autoridades da Antuérpia (Bélgica), Shibori (Inglaterra), Gioia Tauro (Itália) e Valência (Espanha) para que interceptassem carregamentos remetidos pelo grupo via Porto de Santos.

Em 2017, a PF mais uma vez avançou sobre o grupo criminoso liderado por Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Na operação Espístola, realizada em maio, os investigadores descobriram que mesmo preso no presídio federal em Rondônia, Beira-Mar atuava no comando do tráfico em outros negócios nas comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.