Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 23h:34

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“OPERAÇÃO ASAFE”: Ação que apura suspeita sobre venda de sentenças em MT é paralisada por decisão judicial

Redação

Ação polêmica relativa à “Operação Asafe” que vinha tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo investigações sobre suposta venda de sentenças em Mato Grosso foi paralisada em função de que o advogado Rodrigo Vieira Komochema, um dos réus na ação penal, interpôs recurso e conseguiu suspender o feito. 

Desdobramento

Em decorrência da decisão do STF, o juiz João Moreira Pessoa de Azambuja, da Quinta Vara Federal de Cuiabá, suspendeu o processo, até que o caso seja retomado no Supremo.

Deflagrada em 2010, a Operação Asafe investiga funcionários públicos, advogados, ex-prefeitos e magistrados de Mato Grosso, por supostas práticas de corrupção passiva e ativa, exploração de prestígio, além de formação de quadrilha.

São investigados Phellipe Oscar Rabello Jacob (filho do ex-juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral, Eduardo Jacob, já falecido); Eduardo Gomes da Silva Filho (advogado); Diane Vieira de Vasconcellos Alves (ex-prefeita de Alto Paraguai); Alcenor Alves de Souza (ex-prefeito de Alto Paraguai); Bruno Alves de Souza (sobrinho de Alcenor); Luís Carlos Dorileo de Carvalho (lobista); Renato César Vianna Gomes (advogado e ex-juiz membro do TRE), Maria Abadia de Souza Aguiar (advogada e ex-juíza membro do TRE), André Castillo (advogado), Santos de Souza Ribeiro (lobista), Ivone Reis de Siqueira (lobista) e Claudio Manoel Camargo Junior.

Entre as denúncias que vinham sendo investigadas, uma delas apura a suspeita de negociação para manter a ex-prefeita Diane Alves, de Alto Paraguai, no cargo. A decisão favorável foi dada pelo juiz à época, Eduardo Jacob, e confirmada pelo desembargador, atualmente aposentado, Evandro Stábile.