Quarta-Feira, 07 de Fevereiro de 2018, 18h:00

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“Destronado” do comando do PPS, Percival Muniz está entre o MDB e o PDT

Redação

 Após perder o controle do PPS para o governador Pedro Taques (PSDB). Percival Muniz ainda não definiu seu futuro político, mas, segundo fontes ligadas ao ex-prefeito de Rondonópolis, ele só tem uma decisão: não vai ingressar "nem amarrado" em legenda que faça parte do arco partidário que apoiará a candidatura à reeleição do governador Pedro Taques, a quem Muniz atribui a articulação nacional que culminou com o seu “defenestramento” da direção da sigla da qual foi um dos principais responsáveis pela fundação em Mato Grosso.

 

A tomada do PPS de Muniz teria ocorrido através de gestões tucanas que envolveram Pedro Taques, o senador José Serra e o governador Geraldo Alckmin,  estes dois bastante ligados a Roberto Freire, maior líder do partido no país que comanda na linha do “centralismo democrático” aos moldes comunistas e de cuja “herança” Freire não se desvinculou, ao menos no que tange o enfeixamento em suas mãos da direção partidária – cartilha pela qual a cúpula decide e o resto acompanha.

Quanto ao destino de seu novo partido, ele pode migrar para o MDB de Carlos Bezerra ou o PDT do deputado Viana que, por sinal, já teria oficializado convite para Muniz ingressar na agremiação com origens no “brizolismo”

Percival Muniz é um político veterano do Estado, egresso do movimento estudantil ele começou a sua carreira política em 1.982 como vereador em Rondonópolis onde fica a sua principal base eleitoral, município do qual já foi vice-prefeito e prefeito por duas vezes. Se elegeu também para um mandato na Câmara Federal e outro na Assembleia Legislativa.

Na formatação da aliança que deu sustentação política e partidária para a eleição de Taques ao Governo do Estado em 2014, Muniz foi um dos que mais se destacou na “costura” de partidos e líderes alinhados nesse projeto, ao lado do então senador Jayme Campos e os ex-prefeitos Pivetta, de Lucas do Rio Verde, e Mauro Mendes, de Cuiabá.

Por coincidência, tanto Percival, quanto Pivetta e Mauro, principalmente o primeiro, não estão mais na chamada “linha de frente” que coordena as movimentações para tentar reeleger o governador para um novo mandato nas eleições de outubro deste ano. Esse protagonismo pertence ao próprio Taques e novas lideranças que se consolidaram, de lá para cá, no entorno do chefe do Executivo. A exemplo de Eduardo Marrafon, secretário estadual de Educação e que é o novo presidente da Executiva do PPS, no lugar do “destronado” Percival Muniz.

 

Desde as eleições de 2016, quando concorreu à reeleição para prefeito de Rondonópolis e perdeu oara o atual mandatário Zé do Pátio, Percival Muniz "estava quieto no seu canto", como se diz, e as indicações, até então, eram a de que ele, até por falta de alternativas, marcharia com Pedro Taques, mais uma vez, neste pleito de 2018.