Domingo, 14 de Janeiro de 2018, 07h:15

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TENTAR SOBREVIVER EM 2018: Vereadores cuiabanos articulam“nanicos” que perderam força até para serem “alugados”

Redação

Para ter alguma chance de sobrevivência política, diante da força das máquinas partidárias das grandes legendas, vereadores de Cuiabá, filiados a pequenos partidos (vulgarmente chamados de “nanicos”) estão tentando se agrupar em uma “frentinha” com o objetivo de eleger pelo menos um deputado estadual, talvez dois, nas eleições deste ano.

É uma empreitada difícil, quase impossível para partidos considerados minúsculos no universo político nacional e local, mas é a alternativa que lhes resta para seguir sobrevivendo em um contexto cuja tendência é “enxugar”, no curto e médio prazos, o número exagerado de siglas que estão perdendo força até para serem “alugadas” para fazer o jogo de médios e grandes partidos, conforme ocorria em eleições anteriores.

A grande maioria dessas siglas, com mudanças recentes na legislação eleitoral, ficaram “orfãs” de recursos financeiros do chamado “fundão”, bancado por recursos públicos para custear gastos com campanhas. E não terão também os preciosos segundos de tempo no rádio e na TV que antes serviam como “moeda de troca” para barganhar apoio no horário eleitoral gratuito.

Considerando esses obstáculos, o agrupamento é visto como forma de conseguirem ser “vistos” pelas coligações mais importantes que, tradicionalmente, se formam em torno de candidatos majoritários com condições reais de disputar chapas para o Governo do Estado e vagas para o Senado e respectivos suplentes.

Os vereadores envolvidos nessa articulação comandam partidos, muitos dos quais são completamente desconhecidos por quase a totalidade dos eleitores e sequer possuem representantes na Assembleia Legislativa ou na bancada federal.