Terça-Feira, 09 de Janeiro de 2018, 07h:39

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"MÊS DE VACAS MAGRAS": Governo de MT “luta contra relógio” para arrecadar ainda hoje mais de R$ 200 milhões a fim de evitar que salários atrasem

Redação

O governador em exercício Carlos Fávaro conta com o ingresso nos cofres públicos de Mato Grosso  de pelo menos 200 milhões, até esta terça-feira (9), para garantir que os salários dos servidores públicos sejam pagos até amanhã, dia 10 – data limite estabelecida pelo Estado para “zerar” a folha do mês anterior trabalhado..

É uma verdadeira luta “contra o relógio” na busca por arrecadação minimamente suficiente para evitar que os salários de dezembro do funcionalismo não atrase neste início do ano – um período tradiconalmente em que o Estado diminui seu potencial de recebimento de impostos.

 

Os meses de janeiro e fevereiro são considerados de baixa movimentação econômica, ou seja, de "vacas magras", o que reflete no caixa dos governos em geral e, principalmente de Mato Grosso que tem grande parte de sua produção desonerada, porque se destina à exportação e deixa de ser tributada. Esse fato gera dependência maior de outros tipos de movimento comercial no Estado.

A propósito dessa preocupação do Governo do Estado em quitar a folha, confira matéria do jornal Diário de Cuiabá, que circula nesta terça-feira.

Leia a íntegra:

Pablo Rodrigo / DC
 
O governo do Estado precisa exatamente de R$ 207 milhões ao longo desta terça-feira para evitar o atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos neste mês. Pelo menos esse é o cálculo que a equipe econômica do governo apresentou ao governador em exercício, Carlos Fávaro (PSD).

“Nós precisamos de R$ 207 milhões para quitar os salários dos servidores até o dia 10. Estamos na expectativa de conseguir isso até o meio dia desta terça-feira e assim anunciar o pagamento. Caso contrário, deverá ter algum atraso neste mês”, disse Fávaro ao Diário.

O governador em exercício preferiu manter a cautela sobre a arrecadação, mas defendeu o empenho que a equipe do governo Pedro Taques (PSDB) vem trabalhando para manter a folha salarial em dia. “Não temos como prever se nesta terça alcançaremos esse montante. Porque a crise ainda existe. Só para se ter uma ideia, na última sexta-feira (5) a previsão era de arrecadarmos cerca de R$ 150 milhões. Porém, só entrou R$ 83 milhões. Muito abaixo do que estávamos prevendo”, explicou.

“Mas os servidores podem ter certeza de que empenho e trabalho não faltam por parte do nosso governo. Estamos trabalhando diariamente, economizando, cortando gastos aqui e ali, tudo para honrar o nosso maior patrimônio que sãos funcionários públicos. E isso tem se mantido durante os três anos do nosso governo e continuará em 2018”, complementou.

Mesmo com a possibilidade de não fechar o pagamento de salários até o dia 10, o Estado já começou a pagar parte dos servidores públicos. Ontem, foram pagos todos os funcionários de autarquias e demais órgãos da administração indireta (Empaer, Intermat, Ceasa, Metamat, MT Gás, Cepromat, MT PAR e Sanemat e MTI).

Já o pagamento dos aposentados e pensionistas do Executivo será efetuado hoje, terça (9). “Nós devemos pagar todos os inativos nesta terça. Serão R$ 150 milhões depositados para os nossos aposentados e pensionistas”, disse Carlos Fávaro.

Mesmo com a entrada do Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações (FEX) no final do ano de quase R$ 500 milhões, o governo necessita de outros recursos para garantir o custeio dos serviços essenciais como saúde, segurança e educação, além de garantir o pagamento da folha salarial.

“O FEX veio e priorizamos os repasses para a saúde para que os serviços essenciais como UTIs, serviços de média e alta complexidade, os hospitais filantrópicos e os consórcios municipais possam continuar funcionando. Também repassamos para a Sinfra recursos para a manutenção de trafegabilidade e para a Sejudh - Secretária de Justiça e Direitos Humanos - para que possam regularizar o fornecimento de alimentação para o sistema prisional", pontuou.

A crise econômica se intensificou no último mês e acendeu o sinal de alerta para o governo Taques em relação ao pagamento da folha do Estado e dos fornecedores das demais secretarias.