Segunda-Feira, 08 de Janeiro de 2018, 22h:15

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MPE determina que município demita médica denunciada por dar cobertura para assassinos de prefeito

 Redação

A Promotoria de Justiça de Colniza (1.065 Km de Cuiabá), notificou o município para que proceda a anulação do contrato administrativo relacionado à prestação de serviços clínicos envolvendo a médica Yana Fois Coelho Alvarenga, presa por suposta participação na morte do prefeito da cidade, Esvandir Antonio Mendes, ocorrida no dia 15 de dezembro de 2017.

De acordo com a notificação, antes de ser assassinado, o prefeito municipal informou ao Ministério Público, de maneira informal, que não assinaria eventual contrato envolvendo a médica Yana Fois Coelho Alvarenga, uma vez que convocaria servidores concursados.

Além disso, já existe liminar, nos autos da ação civil pública, proposta pelo MP, (autos n. 2877-47.2016 Cód. 75735), que proíbe a contratação temporária em detrimento da regra constitucional da realização de concurso público.

Segundo informações no edital do resultado final do concurso público nº 001/2017, da Prefeitura Municipal de Colniza, a médica foi desclassificada do certame, por não ter obtido a nota de corte para os cargos de médico clínico geral.

A médica é mulher do empresário Antônio Pereira Rodrigues, apontado como mandante do homicídio.Yana teria a responsabilidade de dar cobertura aos atiradores, uma vez que ela teria mandado que o adolescente fosse buscar os executores após o crime.

Além do homicídio, a denúncia também aponta os crimes de corrupção de menor, entrega de veículo automotor a pessoa não habilitada e receptação de arma de fogo roubada.
Reprodução

Prefeito foi morto a tiros

Relembre o caso - Segundo a polícia, os bandidos abordaram o prefeito Esvandir dentro do seu um veículo, Toyota SW4 preta, a cerca de 7 quilômetros da entrada da cidade. O prefeito estava acompanhado da primeira-dama, Rosemeire Costa, e do secretário municipal de Finanças, Admilson Ferreira dos Santos, quando os bandidos se aproximaram e dispararam contra eles.

Após ser atingido, Vando ainda conseguiu dirigir até a Avenida 7 de Setembro, no centro da cidade, quando perdeu o controle do veículo e bateu o carro. Ele morreu no local. O secretário também foi atingido na perna esquerda e nas costas e segue internado.

Os suspeitos fugiram em um veículo quando foram parados por uma viatura do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) em uma estrada entre os municípios de Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital, respectivamente).

Dentro do automóvel foram apreendidos R$ 60 mil, em dinheiro, provenientes do pagamento pela execução do prefeito, segundo a polícia. O dinheiro estava em um pacote do Banco do Brasil, sendo um montante de R$ 50 mil, e outros dois volumes de R$ 10 mil. Já as armas dos crimes foram jogadas em um rio.  (Com informações do MPE)