Sexta-Feira, 10 de Novembro de 2017, 03h:09

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PODE VIR ‘BOMBA’: Novo interrogatório de Silval Barbosa gera clima de tensão em setores políticos e empresariais


Redação

É grande a expecativa nos meios políticos, empresariais e jurídicos mato-grossenses gerada em função do depoimento do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), agendado para o próximo dia 30 de novembro, a partir das 13h30, na 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso conduzida pelo juiz Jefferson Schneider.

Impera um clima de tensão e espera-se, segundo comentários de bastidores, que o ex-governador poderá trazer para a “roda” das investigações novos fatos e nomes de pessoas, inclusive com foro privilegiado em função dos cargos que ocupam.

 

O ex-governador será interrogado no curso da ação penal que é desdobramento da Operação Ararath da Polícia Federal que investigou amplo esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional patrocinado pelo governo do Estado mediante fraudes em pagamentos de precatórios.

O dinheiro desviado serviria para abastecer caixa 2 de campanha eleitoral, comprar sentença judicial, pagar propina a autoridades e até comprar uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) em favorecimento ao ex-deputado estadual Sérgio Ricardo.

O Ministério Público Federal (MPF) atribui na denúncia crime de lavagem de dinheiro ao ex-governador Silval Barbosa. Isso porque, durante sua gestão, foi autorizado o pagamento de um precatório na ordem de R$ 19 milhões a Hidrapar Engenharia Civil Ltda.

Desta quantia, R$ 5,2 milhões foram devolvidos para favorecer com propina diversas autoridades estaduais.

EFEITOS

A delação premiada de Silval Barbosa acertada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) já causou efeitos devastadores em autoridades e instituições estataduais atraves da deflagração da Operação Malebolge, pela Polícia Federal.

Na delação, ele revelou esquemas de corrupção sistêmica no aparelho de Estado de Mato Grosso. As informações levaram ao afastamento de cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), acusados de terem extorquido o ex-governador em R$ 56 milhões. O dinheiro seria para liberar obras da Copa do Mundo embargadas pelo próprio TCE, além de garantir aprovação de contas da gestão de Silval.

A Malebolge também cumpriu mandados de busca e apreensão contra deputados estaduais e um parlamentar, Gilmar Fabris (PSD), chegou a ser preso. O deputado já foi solto.