Sexta-Feira, 19 de Maio de 2017, 07h:32

Tamanho do texto A - A+

Taques acompanha com apreensão a crise política e teme repercussões ainda mais negativas na economia

Redação

 

Cumprindo agenda internacional nos Estados Unidos, em busca de investimentos e parcerias para Mato Grosso em diversas áreas, o governador Pedro Taques (PSDB) está acompanhando com justificada apreensão o desenrolar da crise política que atingiu em cheio o presidente da República Michel Temer (PMDB). 

 

O governador acredita que a delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS e autor das gravações que comprometem Temer, poderá aprofundar a crise econômica no Brasil. Haja vista a subida do dólar,  a maior verificada em18 anos, e a queda vertiginosa dos índices da Ibovespa - da Bolsa de Valores de São Paulo, a mais importante do país e que é uma espécie de "termômetro para se medir as tendências econômicas e financeiras de todo o país.

 

“O Brasil vive um momento extremamente crítico na política e essa repercussão das denúncias contra o presidente Michel Temer de fato pode ser prejudicial para a economia do país”, disse o governador. 

 

No entanto, o chefe do Executivo Mato-grossense prefere aguardar a divulgação completa da delação e só se posicionará sobre o caso, assim como a situação do seu correligionário Aécio Neves, que foi afastado da presidência do PSDB e teve o seu mandato suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ontem (18). 

 

"Quero ouvi-los antes, saber o que eles têm a dizer. Nunca tomei uma decisão sem ouvir o outro lado", disse por telefone ao jornalista Pablo Rodrigo, do Diário de Cuiabá. 

 

Em caso da denúncia gerar uma queda de Temer, por impeachment ou renúncia, Taques, que tem um perfil legalista,  diz apenas que espera que a Constituição seja cumprida.